• Pedro Ivo Neves

Comprendendo o Luto

Atualizado: Fev 7



A perda de um ente querido gera uma dor que só quando passamos por ela somos capazes de avaliar.


O luto compreende um periodo repleto de diferentes emoções e sentimentos numa sequência mais ou menos conhecida.


Em geral o luto pode ser um processo saudável principalmente quando ele representa um periodo de adaptação para uma nova realidade.


A seguir são descritas as 5 fases do luto. Saber como identificar cada fase e como lidar com ela pode ajudar a quem está num processo de luto e também a quem está por perto. O luto pode ser referente à perda de um ente querido, de um amigo, um divórcio ou até mesmo a perda de um emprego importante.


Fase 1 - Negação

Esta fase caracteriza-se pela presença de fortes emoções tais como tristeza, arrependimento ou culpa ou medo.


Não queremos aceitar que tenha acontecido ou que sejamos merecedores dessa perda. É normal também a necessidade de isolamento.

Quando nos sentimos culpados somos levados a pensamentos de confronto entre o ego e o nosso próprio código de ética os quais originam diálogos internos do tipo “e se eu tivesse feito isso?”. Dependendo do tipo de relacionamento também podem surgir auto-questionamentos do tipo "Como vou continuar?", "Será que posso continuar?", "Tenho algum motivo para seguir em frente?".


A introspecção é normalmente saudável na medida em que ajuda o individuo a encontrar um novo caminho para a nova realidade.


No entanto, quanto mais tempo durar esta fase maior o risco de o individuo desenvolver um quadro onde privelegie a atitude de apatia, medo, tristeza entre outros, que ao tornar-se o seu normal podem levar a somatização de, por exemplo, dores no corpo, baixa imunidade, insónias, e depressão. Por isso ser recomendável procurar ajuda profissional quando se percebe que ao fim de algum tempo não estamos a ser capazes de encontrar um novo rumo.


Fase 2 – Raiva

Quando o ego já não consegue conter a negação e o isolamento, é normal o enlutado começar a desenvolver pensamentos do tipo “eu nada fiz de errado... por que isso está a acontecer comigo?”.


O padrão de pensamentos dominante nesta fase leva a sentimentos de raiva... raiva por quem lhe deu a fatídica notícia, raiva do que causou a morte, raiva de uma possível pessoa que poderia ter evitado o óbito ou até a questionar acções de Deus.

Dependendo da forma como o individuo aprendeu a lidar com a sensação de raiva é natural que continue a previlegiar o isolamento.

É importante perceber que esta sensação é natural e permitir-se a senti-la sem culpa pois quanto mais cedo isso acontecer maior a probabilidade de rápidamente se dissipar e passar à fase seguinte. Podemos compreender que por trás desse sentimento de raiva o que existe, na verdade, é a dor. É natural sentirmos-nos abandonados, e que, por mais estranho que pareça, a raiva pode ser usada como tranpolim para nos impulsionar a agir e a viabilizar novos caminhos e decisões.


Quando a dor persiste demasiado tempo o risco de nos tornarmos amargos para com a vida e para com os outros cresce. Um terapeuta pode ajudar a compreender a raiva e a canalizar esta emoção de forma correta.



Fase 3 – Negociação

Neste momento o indivíduo começa a perceber que precisa reagir e "retornar à vida". Isso o leva a procurar socializar-se e a ter pensamentos do tipo “Se eu me portar bem serei recompensado" .

O surgimento de um diálogo interno com predominância de pensamentos do tipo “E se…” identificam esta fase onde a intenção do individuo é encontrar uma forma de impedir que o pior aconteça ou de reverter o que já, de fato, aconteceu.

O que motiva a negociação é novamente a sensação de culpa por acreditar que poderia ter feito algo de diferente e uma tentativa de voltar ao passado.

Fase 4 – Depressão

Quando surgem dificuldades em reagir, percebendo que não tem mais como voltar ao que era, surgem as emoções que variam entre a impotência, desinteresse, melancolia, apatia e desânimo. Nesta fase é natural o choro, isolamento, reflexão sobre a falta que irá fazer o ente querido ou o que se perdeu.


É importante entender que esta depressão é uma resposta interna natural à perda irreparável e que faz parte do processo de cura.


Fase 5 – Aceitação

Finalmente o individuo percebe que não tem de lidar com a negação, a rebeldia ou o desespero, passa a ter o seu sofrimento um pouco mais suavizado recuperando aos poucos a tranquilidade.


Os pensamentos tornam-se mais congruentes conseguindo desenvolver expectativas mentais mais tranquilas, o que facilita a aceitação e propicia o surgimento da reação.

A aceitação traduz-se na aceitação de que a perda é permanente e que se aprende a conviver com isso.

A saudade persistirá e agora como reconhecimento da importância que teve na vida e um sentimento de gratidão ajuda a levar a vida em paz consigo mesmo.



É importante lembrar que cada caso tem a sua particularidade e que não existem pessoas iguais, sendo que cada individuo passará por estas fases de acordo com a forma como aprendeu quer antes quer com o processo a lidar com cada uma das emoções que surgem.


O hipnoterapia é um profissional preparado para ajudar o enlutado a fazer este processo com empatia e conhecimento ouvido-o sem julgamentos e guiando-o na transação em cada fase contribuindo para que não se instalem desvios emocionais duradouros os quais, como vimos, podem originar transtornos psico-somáticos e levarem à diminuição prolongada da qualidade de vida.


Por outro lado a Terapia do Luto na hipnoterapia é reconhecida como importante em individuos que não tenham conseguido ultrapassar estas fases por si em tempo útil. O facto de o hipnoterapeuta trabalhar diretamente sobre as causas leva normalmente a resultados mais rápidos.


Vê também informação sobre hipnoterapia e terapias e sobre mim.


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Pedro Neves

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